Câncer de mama: como se cuidar na pandemia?

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Outubro, o mês em que as autoridades de saúde chamam atenção para a conscientização sobre o câncer de mama já está de volta. E mesmo a pandemia não deve ser motivo para deixar a prevenção de lado. Além do autoexame, importante na detecção de casos da doença ainda no estágio inicial, os exames clínicos precisam fazer parte da rotina das mulheres. Isso porque, ao se autoexaminar e não identificar nenhuma alteração, a preocupação é que mulheres deixem de procurar atendimento médico e de fazer exames de detecção. Falhas nesse rastreamento e a lentidão entre a confirmação e o tratamento podem contribuir para a mortalidade.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), quanto antes o diagnóstico, melhor. Por isso, nas regiões onde o pico da covid diminuiu, os casos estão estabilizados e existe certa flexibilização, as mulheres podem retomar seus exames, desde que seguindo as medidas de segurança. Por outro lado, nas regiões com alta incidência da pandemia, o mais correto é que as mulheres não consideradas urgentes, assintomáticas ou que fazem controle por alterações benignas aguardem o momento de pico passar. No entanto, caso a mulher suspeite de um nódulo palpável, ela não deve postergar. A recomendação é buscar atendimento imediatamente para fazer o diagnóstico do câncer de mama.

Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se que, mesmo sem sintomas, a partir dos 40 anos, as mulheres façam anualmente o exame clínico das mamas, e as mulheres com idade entre 50 e 59 anos, no caso de baixo risco, façam a mamografia, pelo menos, de dois em dois anos.

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Já as mulheres com alto risco da doença, o que inclui histórico familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos, devem buscar acompanhamento individual mais cedo.

Em Curitiba, não há filas para a mamografia, conforme a Secretaria Municipal de Saúde. As solicitações são marcadas via encaminhamento feito pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), de uma semana para outra, ou, no máximo, em 15 dias. São ofertadas pelo SUS, em média, 5 mil mamografias por mês. No ano passado, foram 60 mil exames disponibilizados, mas somente cerca de 50 mil realizados.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2020 mais 66,2 mil novos casos de câncer de mama devam ser diagnosticados no Brasil. A doença está entre as mais letais entre as mulheres.

O Ministério da Saúde calcula que 30% dos casos possam ser evitados a partir de hábitos como praticar atividades físicas, evitar cigarros e bebidas alcoólicas, amamentar e adotar uma alimentação saudável.

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