Pedagoga cria coletivo com cursos para emancipar mulheres negras

Jaque Conceição é a fundadora do Coletivo Di Jejê

Há poucas coisas tão poderosas e transformadoras no mundo do que a união entre mulheres. Quando se trata de mulheres negras então – uma população de cerca de 53 milhões de pessoas no Brasil – as experiências coletivas regem as trajetórias destas mulheres desde a vinda forçada de suas ancestrais para o país.

Segundo a ONU Mulheres, as mulheres negras são um dos grupos em situação de maior vulnerabilidade devido ao acúmulo de discriminações decorrentes do racismo, do sexismo e de outras formas de opressão, cujos impactos incidem sobre a trajetória de suas vidas e de suas famílias.

Foi pensando nisso e por sentir o peso de ser mulher negra dentro de um sistema racista e machista que a pedagoga e mestra em Educação: História, Politica, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC –SP), Jaque Conceição, fundou, em fevereiro de 2014 o Coletivo Di Jejê. Trata-se de um espaço pioneiro de formação e produção de conhecimento sobre a mulher negra e produzido por mulheres negras.

Jaque atua com pesquisa sobre a condição do negro no Brasil desde 2012 e é uma das principais referências sobre o pensamento de Angela Davis no país, tendo artigos e traduções sobre a autora publicados também no exterior.

O coletivo Di Jejê tem como missão produzir conhecimento que liberta e emancipa. É também responsável pela primeira loja virtual de cursos exclusivos sobre a mulher negra do Brasil. É possível, por exemplo, fazer cursos sobre a história do feminismo negro no país, o encarceramento de mulheres negras, feminismo intersecional e autoras negras contemporâneas, entre outros temas.

Plataforma online

Atualmente, a plataforma é a única no país que oferece 18 cursos online e 20 cursos presenciais sobre diversos temas ligados à mulher e à comunidade negra. É um ambiente de conhecimento onde as mulheres negras podem ser o que são e como são, sem estereótipos, padrões ou imposições. O coletivo também conta com um programa específico de formação de professores sobre gênero e relação étnico-racial.

O método de trabalho é exclusivo e pautado na vivência ancestral dos terreiros de Candomblé, com foco não em conhecimento formal sistematizado, mas em experiências de que participa dos cursos. Desde sua criação, o coletivo já atendeu 5.250 mulheres, realizou 22 cursos presenciais e mais 28 cursos online.

Serviço

Coletivo Di Jejê

Cursos online e presenciais sobre temas ligados à mulher e à comunidade negra

http://dijeje.blogspot.com.br

2 Comentários

  1. Quero muito conhecer o coletivo de Uerj e saber se podem oferecer uma palestra aqui em Ferraz de Vasconcelos,na casa de Cultura Raízes para nós.

  2. Quero muito conhecer o coletivo de Uerj e saber se podem oferecer uma palestra aqui em Ferraz de Vasconcelos,na casa de Cultura Raízes para nós.

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