Plataforma analisa machismo na Música Popular Brasileira

Projeto MMPB analisa letras de canções brasileiras: iniciativa abrange desde o funk até o rock

Você já parou para prestar atenção no machismo por trás de letras de músicas brasileiras? Se você ainda não fez isso, um projeto lançado pelas publicitárias Lilian Oliveira, Natália Ehl, Rossiane Antunez e Carolina Tod, de São Paulo, promete te fazer ouvir as canções de sempre com um novo olhar. O Música Machista Popular Brasileira (MMPB) é uma plataforma que engloba músicas de diferentes ritmos, como o funk, sertanejo, rock e o pop, mas que têm em comum a misoginia presente em seus conteúdos.

O machismo aparece nas letras reunidas de diferentes formas: como apologia a relacionamentos abusivos, estupro, violência, traição, competição entre mulheres, entre outras situações sexistas. “Por trás de toda a música ‘inocente’, o reflexo de uma sociedade machista”, anuncia a plataforma na descrição do projeto.

Cada letra de música publicada no site e disponível na área do shuffle da página traz uma análise feita pelas criadoras sobre o quanto aquele produto reflete o meio social em que está inserido. Valem músicas tocadas e cantadas por homens e mulheres.

Segundo as autoras, a proposta é provocar uma reflexão junto ao público. “Por que essas músicas incomodam – ou deveriam – incomodar muito mais?”, questiona a plataforma.

Entre as letras que já foram analisadas pelo projeto está “Garota Recalcada”, da funkeira carioca Ludmilla – entendida como uma letra problemática por retratar uma rixa entre mulheres. “Para com essa coisa, garota recalcada. Cachorra de rua a gente pega na porrada”.

“A letra reforça o estereotipo de que mulher junta não dá boa coisa e vamos combinar que a gente não precisa disso, né Lud?”, aponta a análise.

É possível sugerir letras para serem analisadas pelo projeto. Os e-mails devem ser encaminhados para denuncia@mmpb.com.br.

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