PEITA: marca curitibana leva mensagens feministas para as ruas

Lançamento da camiseta com estampa "Seja quem você quiser", parceria entre a PEITA e A Grande Escola (Foto: Divulgação)

Uma marca que te incentiva, literalmente, a ser quem você quiser, a lutar como uma garota e a nunca olhar para baixo. Esta é a proposta da PEITA, criada pela designer Karina Gallon, a Kaká, de 30 anos, de Curitiba. Foi através de camisetas que ela conseguiu levar para as ruas mensagens que abordassem o feminismo. A ideia surgiu depois de ver multidões protestando neste ano, no mundo todo, contra o presidente americano Donald Trump e o discurso sexista dele. Daqueles cartazes carregados pelas militantes, muito se poderia aproveitar, percebeu Kaká. “Queria que as frases chegassem a pessoas comuns, que não estão acostumadas a discutir isso no dia a dia”, comenta ela.

Com estampas all-type (somente texto), que possibilita que a frase seja a protagonista da peça, as camisetas idealizadas pela designer têm cumprido sua missão. Em Curitiba, é mais do que comum ver jovens, incluindo homens, usando as peças. Primeiro, houve um boom de modelos na linha “Lute como uma garota”, que tiveram adaptações para outras ações comumente masculinas, como tatuar e pedalar. A PEITA, desde então, alcançou outros estados e desafia Kaká a inovar mais ainda em outras criações.

Um dos lançamentos mais recentes foi a “Seja quem você quiser”, desenvolvida em parceria com A Grande Escola, uma organização que atua no ensino de experiências e habilidades que a escola tradicional não atende.

Outra estampa da PEITA, a “Nunca olhe para baixo”, foi feita com duas versões – uma com a escrita apresentada da forma convencional – como uma mensagem para ajudar a empoderar quem lê – e uma com a leitura invertida, como se fosse um recado para quem veste a peça e olha para o próprio peito.

Há ainda camisetas com a estampa “Mulheres à margem resistem”, lançadas em agosto, durante a 5ª edição do Ebulição Marginal.

“Nosso crescimento foi muito orgânico, basicamente por redes sociais. Eu sabia que o projeto tinha consistência, mas não imaginava que cresceria nessa proporção e velocidade”, assinala Kaká. Ela acredita que isso se deve à identificação do público com o produto. “Quando isso acontece, deixa de ser um produto meu e passa a ser de outra pessoa. Ela se apropria da mensagem” pontua.

Serviço

A marca conta com uma loja online. Toda a entrega das peças da PEITA é feita em Curitiba de bicicleta, por mulheres parceiras. Também há um ponto de vendas fixo, no Novo Louvre (Rua Trajano Reis, 36).

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