Mari Donas: amigas mostram que lugar de mulher também é na obra

Mel e Guta, da esquerda para a direita, formam a empresa Mari Donas (Foto: Franklin de Freitas)

Que mulher nunca ficou receosa em abrir a porta para um homem desconhecido fazer um reparo em casa? O medo de assédio durante o conserto de um encanamento ou na instalação de uma cortina, por exemplo, pode levar gente a deixar os amigos em alerta do outro lado do telefone. Sem falar na sensação de estar sendo enrolada com aquela obra que nunca termina. Foram situações como essas que levaram duas amigas – a jornalista Maria Augusta Brandit, 30, e a designer Melany Sue, 36, a unirem o útil com o agradável. Elas abriram no ano passado a “Mari Donas – Reformas e Reparos com Borogodó”, empresa de prestação de serviços, no modelo “marido de aluguel”, em Curitiba.

A dupla, que já tinha gosto pela área, mergulhou em oito meses de cursos sobre como lidar com instalações de azulejos, portas e janelas, construções em drywall, pintura, elétrica e hidráulica. Mel e Guta eram, inclusive, as únicas mulheres presentes nas capacitações. Foi só depois que a empresa estava estabelecida que elas começaram a divulgar o negócio para pessoas mais próximas. O boca a boca deu tão certo que a agenda segue concorrida. “Boa parte dos nossos clientes são pessoas que estão no nosso círculo de amigos”, comenta Guta.

Ela observa que, além da confiabilidade, a Mari Donas busca transmitir organização e segurança aos clientes. Além de mulheres, homens também têm contratado a empresa para obras residenciais. “São homens abaixo de 40 anos, que não se arriscam tanto a fazer essas coisas casa”, diz Guta.

Apesar de terem que suar a camisa para atender as demandas extras que empreender impõe – como o gerenciamento de mídias sociais, contratos e contabilidade, a dupla se diz muito mais realizada profissionalmente hoje. O preconceito pelo fato de serem mulheres atuando num setor predominantemente masculino existe, mas fatos gratificantes também estão presentes no dia a dia das sócias, salienta Guta. “As pessoas ficam à vontade em casa quando estamos trabalhando. Ficamos muito felizes em saber que elas confiam em nós, o que nos leva de volta ao motivo pelo qual resolvemos iniciar o Mari Donas”, define.

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