Negra, feminista e periférica, Marielle Franco foi a voz de muitas Marias

Vereadora Marielle Franco tinha 38 anos e foi a quinta parlamentar mais votada no Rio em 2016 (Foto: Divulgação / Câmara do Rio de Janeiro)

Nós, do Maria Vai e Faz, recebemos a notícia sobre o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) com muita tristeza. Com uma trajetória de garra e coragem, ela representava muitas Marias – as periféricas, negras, bissexuais, mães solo, as que lutam pelos Direitos Humanos e pela igualdade de gênero, as que ocupam espaços majoritariamente masculinos, as que resistem em meio ao sexismo e ao racismo.

Criada na favela da Maré, Marielle tinha 38 anos, era socióloga, com mestrado em Administração Pública. Foi eleita com 46,5 mil votos – a quinta maior votação para vereadora nas eleições de 2016. Seguia no primeiro mandato como parlamentar.

Há duas semanas, Marielle havia assumido relatoria da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Ela vinha se posicionando publicamente contra a medida.

A parlamentar também chegou a denunciar, em suas redes sociais, no fim de semana, uma ação de policiais militares na favela do Acari. A polícia investiga agora a suspeita de execução da vereadora.

Nos perguntamos o que mais podem fazer conosco.

Nos sentimos vulneráveis e impotentes.

Mas também percebemos que, tamanha era a força da vereadora, que esse ato covarde de tentar calar Marielle fez com que a voz dela ecoasse ainda mais alto, em todas nós e por um país inteiro.

Hoje e sempre seremos Marielle Franco. Sua luta não foi e não será em vão.

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