Apresentações resgatam a trajetória de mulheres no circo

Circo
Projeto aborda contexto histórico de mulheres que lutaram para ocupar picadeiro (Foto: Pixabay)

Imagine um cenário em que somente homens podiam escrever e a presença das mulheres em diversas atividades, incluindo as que acontecem dentro de circos, era representada apenas de acordo com a perspectiva masculina. Sim, durante muitos anos, o trabalho circense feminino também foi divulgado a partir do olhar do homem.

Agora, um projeto lançado por uma atriz de Santos (SP) busca resgatar a trajetória das mulheres nesse espaço. Juliana Bordallo é a autora do Dramaturgia Feminista voltada à Palhaçaria, iniciativa contemplada pela pela Lei Aldir Blanc, através do Concurso Cultural – Prêmio Alcides Mesquita – Mesquitinha, e que traz apresentações on-line sobre o assunto.

O objetivo do projeto é fazer uma abordagem feminista dos estudos da dramaturgia, investigando formas de participação das mulheres na atividade circense. Para escrever a proposta, a atriz realizou uma ampla pesquisa histórica, aliada à prática da narrativa feminista através da comicidade.

Atriz Juliana Bordallo é autora do projeto Dramaturgia Feminista voltada à Palhaçaria (Foto: Divulgação)

“O projeto dialoga sobre o contexto histórico do lugar de fala das mulheres que lutaram para ocupar o picadeiro e provoca reflexão sobre a construção do jogo cômico partindo de uma narrativa que contempla o universo feminino. Busca também revisitar e rever o tradicional e suas produções, e assim elucidar e tornar consciente a importância da palhaçaria e comicidade feminina e feminista”, afirma Juliana.

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Todo o projeto será realizado de maneira remota com duas sessões da palestra e do número “Escolhas”, que aborda relações tóxicas e abusivas.

Na sequência, haverá um bate-papo ao vivo sobre o tema. A apresentação acontece nos dias 25 e 26 de fevereiro, a partir das 19 horas, nos perfis do Instagram e Facebook do Dramaturgia Feminista.

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