Pedagoga mobiliza mulheres a ajudar prematuros com polvos de crochê

Polvos de crochê confeccionados por voluntárias são levados para UTI Neonatal (Foto Reprodução)

Uma pedagoga de Curitiba está mobilizando mulheres da capital e do interior do Paraná a confeccionar polvos de crochê para bebês que estão na UTI neonatal. Inspirada em um projeto dinamarquês, o Octo Project, a ideia já foi parar em incubadoras de cinco hospitais do estado – dois em Curitiba, um em Francisco Beltrão, um em Pato Branco e um em União da Vitória. Ao todo, são cerca de 250 polvos entregues todos os meses a bebês prematuros. Depois de receberem alta, os pequenos pacientes levam os bonequinhos para casa.

“Para mim é a melhor sensação do mundo ver os bebês com os polvinhos. É lindo ver que estamos ajudando de alguma forma”, comenta a idealizadora do projeto Polvo Solidário, Viviani Souza, de 38 anos.

Viviani (à direita), durante entrega de polvos de crochê no Hospital Angelina Caron

Ela relata que começou a fazer os bonecos com a filha neste ano, depois de ver um link nas redes sociais sobre os benefícios de polvos de crochê junto a prematuros. Segundo especialistas, o contato da criança com os tentáculos do bonequinho, feitos em forma de espiral, remeteriam ao cordão umbilical no útero da mãe. O bebê, ao interagir naturalmente com o material, passaria a se sentir mais calmo e seguro, evitando retirar acessos venosos.

De posse destas informações, mãe e filha buscaram mais detalhes sobre o projeto fora do país e receberam aval para iniciar a empreitada em Curitiba. Hoje, gerenciam uma comunidade no Facebook com cerca de 11 mil pessoas. Pelo menos 20 mulheres atuam na confecção das peças de forma voluntária.

O polvos podem ser feitos na casa das próprias participantes do projeto. As crocheteiras precisam seguir à risca as especificações para poder levar o material para uma UTI neonatal. É necessário que a cabeça do polvo tenha entre 7 e 9 centímetros e que o boneco todo, incluindo os tentáculos, não ultrapasse os 22 centímetros de comprimento. Também é importante que a linha usada seja barbante Barroco número 4 e 100% algodão, para que possa suportar o processo de esterilização até chegar aos bebês.

Uma vez por mês, há cursos para quem deseja aderir ao projeto e aprender a confeccionar os polvos de crochê.

Para manter o trabalho, o grupo promove rifas e a venda de camisetas e bolsas do projeto. Doações de linha e fibra siliconizada são bem-vindas. Interessados em colaborar podem entrar em contato pelo telefone 41 9 9652-1622 ou pela página do projeto no Facebook. Também há uma vaquinha online para arrecadar fundos para a iniciativa, que pode ser acessada aqui.

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