Do sonho à realização: curitibana atua com causas sociais ao redor do mundo

Danielly Ortiz com jovens atendidas em projetos sociais com os quais atua (Foto: Arquivo Pessoal)

Você gosta de ajudar outras pessoas? Se a resposta é sim, vamos a mais uma pergunta: você gostaria de atuar profissionalmente na área social? Esse foi o desejo que a jornalista curitibana Danielly Ortiz conseguiu realizar. Hoje, ela atua no projeto Qhue, uma rede social do bem criada por uma startup americana. No dia a dia, Dani entra em contato com entidades sociais ao redor do mundo, descobre as necessidades deste público e cria ações sociais capazes de gerar impacto social nestas comunidades.

Até chegar a este ponto foi necessário muito autoconhecimento e mudanças profissionais. Dani passou pela TV logo após terminar a faculdade. Nessa época, descobriu que gostava de contar histórias de pessoas e para pessoas. Foi quando o estresse da rotina numa emissora começou a pesar e ela decidiu ir estudar nos Estados Unidos. Era o início da transformação.

“Por dois meses, eu pensei muito sobre a decisão que iria tomar e como aquilo poderia ser definitivo para minha carreira e vida. O medo é algo que temos que saber gerenciar”, recorda.

Em meio ao curso de screenwriter na New York Film Academy, a jornalista mudou sua forma de viver e ver a vida. Conviveu com alunos de 17 países diferentes e passou a observar mais a si mesma a partir das tarefas do curso. No tempo livre, acabou encontrando uma ONG brasileira – a Cidadão Global, que auxilia imigrantes de vários países da América Latina com problemas legais, de cultura e idioma. “Viver aquela experiência me transformou. Ver as pessoas trabalhando com paixão e, apesar das várias dificuldades, sempre estarem felizes por trabalhar por uma causa. Comecei a pensar em qual seria a minha causa”, diz.

Uma causa

Dani só foi se dar conta de qual era a causa pela qual ela estava disposta a atuar quando retornou ao Brasil. Criou uma oficina de Comunicação Criativa pra crianças em situação de vulnerabilidade social e, alguns meses depois, colocou em prática o projeto no Instituto João Ferraz de Campos, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

“Quando você entra em contato com um universo diferente do seu, você começa a buscar ferramentas fora da sua zona de conforto e isso permite que você cresça. Isso foi o que mais me motivou em um primeiro momento. Trabalhar com crianças que vivem lutas diárias e não se preocupam com o viver, mas sim o sobreviver me fez, primeiramente, parar de reclamar da minha vida e depois, começar a buscar de verdade uma maneira de causar impacto social na vida deles e daquela comunidade”, conta.

Dani durante trabalho com crianças, em instituto de Pinhais (Foto: Arquivo Pessoal)

A nova empreitada de Dani tomou, aos poucos, a direção que ela buscava. Passou a fazer um jornal com as crianças atendidas, além de criar uma estratégia de comunicação e marketing para a entidade. Veio o tempo de buscar aprimoramento com cursos, palestras e muito networking em negócios sociais.

Uma surpresa

Mas e a startup americana?

Era outubro do ano passado. Dani foi visitar um amigo e assistir a algumas palestras da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Ela entrou em contato com muitas pessoas e comentou sobre seu trabalho e projetos pessoais. A jornalista se surpreendeu com o que ocorreu depois.

“Fui convidada a conhecer essa startup que está com esse projeto maravilhoso que é o Qhue, que vem para unir influencers, fãs e projetos sociais e mostrar que não é sobre o quanto doamos, mas sim, se conseguimos unir milhões de pessoas em prol de uma mudança social juntos, podemos causar um grande impacto e mudar o mundo”, relata ela, que ficou apaixonada pela ideia e não hesitou em aceitar a proposta para trabalhar no projeto.

Hoje, Dani vive o desafio da mudança de país, de uma cultura diferente e da barreira do idioma para ajudar a construir algo que tem tudo a ver com seu propósito de vida. O foco no Qhue é criar um canal forte para que as vozes das entidades sociais sejam ouvidas, além de um lugar para arrecadar doações para essas organizações. “Fazemos isso para que os projetos sociais possam focar seus esforços naquilo que realmente importa: mudar o mundo. Nós vamos atrás do dinheiro e criamos essa corrente do bem, por mais clichê que isso possa parecer”, explica.

Em três meses, Dani trabalhou com ongs do Brasil, Estados Unidos, Ucrânia e Ghana. Foram obtidas doações de mais de 10 mil dólares. Ela analisa que, apesar de diferenças, como região e pessoas atendidas, essas organizações têm muito em comum: a paixão pelo que fazem e algumas dificuldades.

“Eu imaginei que o público atendido por ações sociais seria diferente nos diversos países, mas a realidade é basicamente a mesma. São pessoas apaixonadas por uma causa e que realmente querem fazer a diferença, mas encontram barreiras financeiras e muitas vezes culturais para espalhar sua mensagem e criar algum tipo de impacto real”.

Novas metas

Para 2018, a meta do Qhue é criar impacto ainda mais consistente. Um dos objetivos será a diversificação das causas sociais, para que os atendimentos possam ser efetivos e contínuos, de acordo com as maiores necessidades de cada continente. Uma fundação também está sendo criada, além de um networking com uma rede de influenciadores que podem ajudar a expandir o projeto na África e Ásia.

No meio de tudo isso, Dani afirma se sentir mais plena profissionalmente do que nunca pelo fato de ter seguido o que faz sentido para ela – o trabalho com causas sociais. Ela defende que a felicidade está do outro lado do medo e que é importante acreditar no universo para obter o que se quer. “Eu digo todos os dias que eu sou abençoada por alguém me pagar para que eu possa ajudar pessoas e isso eu achei que era impossível de acontecer. Na minha cabeça, era apenas a ideia de ser voluntária. Com criatividade e paciência, consegui juntar tudo o que eu sempre quis em uma função e em uma área que me fazem feliz pessoalmente e profissionalmente. O meu conselho é apenas não considerar o medo da mudança, seguir o coração e acreditar no universo”, pontua.

2 Comentários

  1. Caso precisem de mim é só falar. Trabalho desde 1993 com causas sociais com comunidades diversificadas e de todas as faixas etárias. Sou formado em Direção (teatral) Bacharelado e interpretação. Trabalho com artes visuais, também. Hoje trabalho para a APPAM que é um projeto do Hospital Pequeno Príncipe voltado para crianças, adolescentes e adultos portadores de Mielomeningocele e leciono teatro numa escola particular ministrando aulas para adolescentes e adultos. Enfim, aí está o meu contato – 41 99703 5392 – Surian Barone.

  2. Caso precisem de mim é só falar. Trabalho desde 1993 com causas sociais com comunidades diversificadas e de todas as faixas etárias. Sou formado em Direção (teatral) Bacharelado e interpretação. Trabalho com artes visuais, também. Hoje trabalho para a APPAM que é um projeto do Hospital Pequeno Príncipe voltado para crianças, adolescentes e adultos portadores de Mielomeningocele e leciono teatro numa escola particular ministrando aulas para adolescentes e adultos. Enfim, aí está o meu contato – 41 99703 5392 – Surian Barone.

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